Não sei precisar o momento exacto, de como aconteceu. Nem sei dizer, concretamente, o que me levou a passar isso pela cabeça. Parece que tudo fluía, maravilhosa e cadenciadamente, na minha mente. Pensamentos múltiplos, muito certinhos, muito claros, muito transparentes, em fila indiana e muito ordeiros, como se existisse uma voz superior a comandar: “todos em fila, aproximem-se, aproximem-se, mas todos em fila, se faz favor!” E eles cumpriam, de cabeça erguida e de peito cheio “Quantos são, quantos são? Venham eles!”. E de repente, no final daquela linha condutora, apresenta-se-me o seguinte guião… Vão no meu carro.
Então não é que de um simples relato de uma pessoa a descrever a sufocante experiência de se estar a engasgar, na nossa meiahoradealmoço (e note-se, com um pedaço de almôndega!) e de ter pedido ajuda a toda a santa gente que estava a repastar nas várias mesas, e de alguém lhe ter dado umas valente sapas nas costas, e de ter sido salva porque lhe disseram para simplesmente olhar para cima - que "é lógico, para alinhar as vias", segundo o fulano x-, não é que no meio deste horror, já estamos a fazer o filme de se estivéssemos sozinhos e nos tivéssemos engasgado! "Tens de ir contra as paredes" diz assertivamente o fulano x. "Era mais prático partir pratos" digo eu. "Nas próprias costas!" continua o Jota. E eu "Já estou a ver o Jota com ideias para cravar um plasma novo à patroa: Então querida, engasguei-me e tive de ir contra a televisão!"
...Não é normal...
Já comprei um fogão novo e mudei 3 vezes de veículo automóvel à custa de me ter engasgado com um ferrero rocher em pleno verão! (é por isso que eles não o vendem nesta estação do ano!)! É lógico! As vias não estão alinhadas e o ferrero não escorrega tão bem! (cola-se às paredes do palato e, sem se saber ler nem escrever, lá se vai o aileron e a jante especial para o galheiro!!) Perigosíssimo, I tell you!!
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