quinta-feira, 14 de junho de 2012

A massa

No suporte de acrílico onde é divulgada a ementa semanal da nossa chafarica, hoje estava escrito, com letras foscas e a caneta de acetato, a seguinte frase: “Onde está a massa?”. E ei-lo!! Encontrámos o nosso Fanático da Massa. Ou pelo menos, sabemos que ele sempre existe! Cantina que se preze, tem o seu Fanático da Massa, aquele personagem que pede massa com tudo: massa com carne, massa com peixe, massa com pizza, massa com tomates recheados, massa com açorda, massa com jaquinzinhos da horta, massa com soja, massa com seitan, massa com fruta, massa com arroz, massa com feijão, massa com gelatina. Esparguete, macarrão, ravioli, cotovelos, massinhas de letras, fusilli tricolore, fusilli monocolore, noodles, aletria, e tudo, e tudo e tudo. Embora desconheçamos a sua identidade, sempre nos dá algum conforto saber que a nossa chafarica tem um Fanático da Massa. É quase como se fosse um aval de qualidade da cantina. Estilo, estrela Michelin… Hã, hã…

quarta-feira, 14 de março de 2012

Então é assim.... Nós somos três, o "Mestre", a "Manda-Bitaites" e Eu. E o que é que Eu faço no meio destes dois? Sou como o catalizador para este pasquim e a generalidade da conversa da treta que mantemos nesta meia hora das nossas vidas, mas tenho um problema (só um?), não gosto nada de escrever, cansa-me, aborrece-me, sei lá... quase que me apontaram uma arma á tola para escrever estas palavritas e como gosto mais do visual do que o verbal aqui vai!



segunda-feira, 5 de março de 2012

Postas de fogonero

Pensamento simples do dia.
Na nossa meiahoradealmoço, utilizamos muito expressões como "mandar postas de pescada". Ora, estas expressões fazem-nos pensar na sua origem, isto é, quando raio é que algo como "dar opiniões pouco lógicas" se transformou em qualquer coisa como "mandar postas de pescada"?! Toda a gente sabe o seu significado, mas e se alterássemos para "mandar postas de fogonero", heim? É que era certinho-direitinho: "este gajo é mas é parvo!".

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

The Public Function

Na verdade, a tradução está errada. Não é assim que se escreve A Função Pública em inglês, mas dava um nome dos diabos para uma sitcom portuguesa, à boa maneira do The Office britânico (mas não do norte-americano!). Pelo menos, no pequeno-grande universo que é o da nossa chafarica, onde passamos 40 horas semanais das nossas vidas, 2 horas e meia das quais dedicadas à meia-hora-de-almoço. Ou então, 35 horas semanais, com as mesmas horas dedicadas à meia-hora-de-almoço! E pimba! Toma lá disto, morangos com açúcar (Jota rules!!!!). Abre-se logo as hostilidades com a história da diferença de horários, para o funcionamento de um serviço que tem um horário fixo de funcionamento… de 40 horas semanais…
São muitas as histórias, dignas de serem adaptadas por algum argumentista ao pequeno ecrã. Desde ao racionamento de economato - e não falo de borrachas Rotring ou dossiers Ambar; falo mesmo de agrafos, elásticos e sacos de plástico transparentes - que, por si só, nos obriga a puxar pela nossa veia-MacGyver-a-roçar-a-Martha-Stewart, até às complexas relações socio-culturais-religiosas-políticas entre a cerca de 3 dezenas de pessoas que trabalham, supostamente, em conjunto.
Ao nível social, a tensão é permanente e diária. Os recursos humanos são tão heterogéneos que, pelo menos, não há um dia igual ao outro, nem uma pessoa desatina com a mesma pessoa no dia seguinte. Há pessoal e tempo para tudo. E toca a todos, mesmo aos que possam aparentar brandura, à custa de drogas sintéticas. E mesmo os das drogas naturais, não ficam incólumes.
Mas deixo-vos com a história mais recente, sobre os ataques semestrais de um qualquer personagem, que de vez em quando, mais ou menos em horizontes temporais cíclicos, passa-se da marmita e descarrega toda a sua frustração numa rajada de 2 minutos, tal qual uma G-3! Ora, eu estive a pesquisar, e parece que uma G-3 é do tipo "espingarda de fogo selectivo". Bom, as rajadas da dita personagem não são nada selectivas e atingem quem está na linha de fogo, quer seja homem, mulher, velhote, cão ou gato. Vai tudo à frente! E para mais, dizem que a G-3 "funciona com o sistema acção de recuo simples retardado também conhecido como delayed blowback". Mas nas rajadas da dita cuja, não há nada de retardado ou recuo ou até mesmo de simples! E nem dissertemos sobre a palavra "blowback" por respeito a leitores mais sensíveis... ou não.
A verdade é que estas "metralhadas" nos fazem pensar na complexa relação social, que é aturar 35 a 40 horas semanais, uma ou duas pessoas que nada despertam em nós a não ser a incómoda certeza de que elas representam tudo aquilo que não queremos para a nossa vida...E que, por vezes, o uso da G-3 parece ser a única resolução possível mas, após as rajadas, acabamos por constatar que acabámos precisamente de nos transformar no alvo principal, ou seja, tudo aquilo que não queremos para a nossa vida...Exagero?...
Faz-nos pensar que uma boa sessão de boxe, ao estilo fight club, resolvia rapidamente a história, com um sorriso mais ou menos desdentado, mas com a certeza de que toda a frustração tinha sido metralhada no sítio certo, com a pessoa certa, sem danos colaterais ou pensamentos de eu-devia-ter-dito-isto-ou-aquilo, e até mesmo perda de algumas horas de sono. Um olho negro, um pulso partido, um dente lascado ou uma cicatriz para a posteridade... O que eu não trocava para poupar horas de sono...

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Um clássico cientificamente comprovado!!

Depois do 2 em 1 e das microesferas cristalinas, do aloé vera e dos omegas 3 e seus múltiplos, chegou a merecida vez do 3 em muitos!

Não vou falar dos 3 que se perderam, nem da conta que alguém fez, nem do 3 que vem de vez! Nada disso!! Alías, muito longe disso!

O que me traz hoje aqui são as 3 lições dos 3 da vida airada! 3 temas, colocados por 3 individuos (uns mais pulhas que outros!) em 3 dias completamente distintos! E posso garantir-vos que todos estes momentos se passaram excatamente às 3 p.m. dos 3 dias em questão (se alguém puder provar que não, que se vá encher de moscas só por ser tão imbecil!).

#1 - Acender, apagar, ou comprar velas?!



Acender e apagar lâmpadas é para quem não tem mais nada para fazer, ou para quem não gosta de andar desnecessariamente às escuras e de correr o risco de embater numa parede erigida durante a noite! 

Há quem diga que quando se tratam de lâmpadas "poupadoras", o consumo torna-se mais elevado se não as deixarmos acesas mais tempo! A sério?! ... NÃO!!

A resposta correta, encontrei-a noutro pasquim chamado A Minha Alegre Casinha, que aconselho ao JoTa ter na lista de favoritos! Tem muita informação para aficionados por tecnologia e poupança, e está cheio de curiosidades!

Para este "poste" (que é de luz mas não é elétrico) deixo-vos um trecho relacionado com o consumo por tipo de lâmpada:

(...)
Por norma, os momentos iniciais do "ligar" uma lâmpada consomem mais energia do que o seu estado normal "ligado", mas... será esse consumo adicional tão grande que realmente faça diferença? Os Mythbusters puseram isso à prova, e o resultado é... NÃO!

Testaram vários tipos de lâmpadas, e calcularam o tempo equivalente ao consumo gasto no processo de ligar:
  • Incandescente: 0.36 segundos
  • CFL: 0.015 segundos
  • Halogénio: 0.51 segundos
  • LED: 1.28 segundos
  • Fluorescente: 23.3 segundos
Ou seja, em praticamente todos os casos, não compensa deixar uma lâmpada ligada com "medo" do consumo que ela tem ao ser ligada.
Até mesmo no caso das lâmpadas fluorescentes (as que provavelmente deram origem a este mito) só compensaria deixar ligada a lâmpada se tivessem que a desligar e ligar num prazo de 23 segundos - valor que se reduz para uns ridículos 0.015 segundos no caso das mais modernas CFL.
(...)

Como calculo que "alguém" irá perguntar: 
- Mas que raio são as CFL?!" 
Deixo já a resposta (não incluida no tema dos 3 assuntos! chamemos-lhe um "à parte"!)




#2 - PorRadão!





Fui reler uma publicação da autoria de uma associação de que tanto gosto:
E foi lá que percebi que o JoTa tinha razão e que os esquentadores estavam longe de serem figurantes deste filme chamado Radão!! O próximo excerto (ou enxerto, quando o tema é porradão!) vem directamente da fonte:

(...)
O radão é um gás radioactivo e a principal fonte de radiação para o Homem. Não tem cor, cheiro ou sabor, pelo que só é possível conhecer a concentração com medições. 
Estima-se que seja o segundo maior responsável por cancro do pulmão, a seguir ao fumo do tabaco. O risco é ainda maior para os fumadores. Regra geral, as concentrações de radão na atmosfera são baixas, mas em ambientes fechados podem atingir níveis preocupantes, acima de 400 Bq/m3. Arejar a casa 10 minutos por dia e tapar as fendas no chão e nas paredes, em muitos casos, resolve o problema.
(...) 
Os distritos mais críticos são Braga, Vila Real, Porto, Guarda, Viseu, Castelo Branco e Portalegre, por terem solos graníticos. Mas se o imóvel tiver muitos elementos neste material, como paredes, revestimentos e bancadas, terá todo o interesse em conhecer a quantidade daquele gás e as medidas para reduzi-lo. 
(...)



#3 - Sem sal!



Ao contrário da sopa, este 3º ponto (o último desta empreitada de investigação), vem insosso (ou ensosso) e em jeito de adivinha:

Qual é coisa qual é ela
que não tem sal, 
nem tem graça,
nem tem mais do que um "i" pelo meio?

Solução: desenxabida! 
Para os leitores que se chamem Tomé, ou que achem que o acordo ortográfico alterou esta palavra, aqui vai a prova de que há melhores assuntos para se ser casmurro!!

Queria dizer: desenxabida? (esta foi a primeira pergunta que a Infopedia me fez assim que procurei pela existência da palavra desenxaibida!)
desenxabida: feminino singular de desenxabido (adjetivo) 

1-Sem graça; sensaborão
2-Insípido; insosso

(De des-+enxabido)

Posto isto (nos dois sentidos que esta expressão pode ter num blogue!), e não havendo nada mais a acrescentar, resta-me terminar por aqui esta sessão de informação pertinente para digerir no fim-de-semana que se avizinha! É muita coisa, bem sei, mas é preciso fazer este tipo de exercícios para não correr o mais remoto risco de acabar deitado à porta de casa a ser filmado enquanto se grunhe "tou cheio de t'oubir!"

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

O Natal é quando o Homem quer...





… e o ramadão também!!


Boca Santa sempre foi apanágio meu! Não porque o que dissesse fosse sagrado (isso é coisa rara de acontecer!) mas porque a comida sempre me entrou bem, sem grandes esquisitices! Como! e embora não cale, não me queixo muito!
Há coisa de 10 anos para cá, no entanto, retirei um elemento básico, sem grande relevância alimentar, da minha alimentação. Um elemento gourmet com o qual podemos todos passar pela quaresma de perna à costas!!
Contudo, já o mesmo não se pode afirmar do Ramadão! E isto porque comparado com a vertente católica, o Ramadão é uma versão hard-core da quaresma que muito macho latino agradece estar dispensado de cumprir!

No decorrer de uma dessas refeições maravilhosas de que tanto por aqui se tecla, anuncia-se mais uma das muitas desculpas para não comer o maravilhoso deleite que nos é servido! Qual? O Ramadão! Eis que logo surge a questão que viria a dar origem a este “poste” (como diria a mãozinhas!): isso é coisa para durar um dia apenas!!
Humm…! Não me parece que um “dia apenas” fosse motivo para se falar tanto no ramadão, nem para aconselhar as almas não muçulmanas a evitar os destinos onde este evento se celebre, para não irritar os praticantes locais enquanto se come, ou passar fome enquanto se viaja! Mas como a certeza carece de factos que a suportem, vim procurar respostas!

Ei-las:
Legenda:  P – Pergunta; R – Resposta;

#1
P: Ramadão vem de Rama (Ramagem) e vinho Dão!?
R: RamaDHaan significa (diz a Wikipedia!) “Primeiro dia de jejum (Não há festa)”!!
UUi!!Começa bem!!

#2
P: Quanto tempo dura?! Uns afiançam: o tempo que o Homem quiser! Outros sonhariam com: o tempo que medeia duas refeições! Eu posso garantir que o cumpro enquanto durmo!
R: A verdade é que ronda o mês inteiro!

#3
P: E o que implica o Ramadão?
R: “O jejuador deve abster-se de tudo que vai contra a moral. Não comer, não beber, não fazer nada de mal (pensamentos ou acções!). O jejuador deve ser indulgente se for insultado ou agredido por alguém, deve evitar todas as obscenidades, ser generoso, bem mais do que os outros meses e aumentar a leitura do Alcorão.”
MAS… isto continua!
“o jejum também se aplica às relações sexuais.”!!
BUMMM!! E cai assim redonda a pior nota de rodapé deste contrato religioso!!! Esperemos que tenha um público-alvo aceitável! (ver questão #4)! J

#4
P: Quem é obrigado a isso?!
R: “O jejum é obrigatório a todos os muçulmanos que chegam à puberdade. “
WHAT!!!???!!!  Em qualquer país latino, um macho que atingisse a puberdade iria ter sérias dificuldades em ramadar!! O Sá Leão não é Muçulmano de certezinha!!! (se é, vai ter chatices quando for levantar as virgens a quem tem direito!)!
“A primeira vez em que um jovem é autorizado a jejuar pelos pais constitui um momento importante na sua vida e uma marca simbólica de entrada na vida adulta”.
Repare-se que não há definição qualitativa nesta afirmação:
“Momento importante” é de certeza mas não me parece que seja por ser tão agradável quanto isso!!
“Marca simbólica de entrada na vida adulta.” Simbólica!?! Tenho sérias dúvidas! Parece-me o momento ideal para começar a dizer que a vida é uma cabra! (“Agora que tudo funciona como deve ser é que me dizem que não se pode usar!!”)

#5
P: Não se come, não se bebe, e já nem se pode ficar #$dido! De que vivem os praticantes desta doutrina no mais interminável mês do ano?
R: “Bem antes da alvorada, durante a madrugada, há uma pequena refeição (su-hoor) que substitui o café da manhã (pequeno-almoço) habitual, feita com alimentos e bebidas, com a intenção de realizar o jejum que estará por vir, porque o Su-Hoor é uma benção enviado por Deus!”
E AINDA
“Ao término de cada dia, com o início do crepúsculo é obrigação do muçulmano quebrar o jejum imediatamente, mesmo antes da oração.”



AAAAHHHHH!!!!! Assim também eu! Aposto que por esta hora há picanha, feijoada, e sandes de torresmos para toda a gente e a preços de Happy-hour!!!
Reformulo: já não é a versão hard-core da quaresma! É a versão rodizio nocturno da festa da cerveja alemã!!

Posto isto, dou lugar às letras pequeninas para evitar que surjam muitos míopes em época de recrutamento militar!
Há várias justificativas válidas para não jejuar: enfermidade, gravidez, lactante, menstruação, o idoso ou doença. “Quem de vós não cumprir jejum, por achar-se enfermo ou em viagem, jejuará, depois, o mesmo número de dias.”
Se o jejuante comer, beber, ou tiver relação sexual durante o período do jejum, este será anulado. Caso este venha a quebrar inadequadamente seu jejum é obrigatório ao crente jejuar durante 60 dias seguidos.

Ainda há dúvidas quanto à alcunha "boca santa"?! acho que já não!!