
quinta-feira, 22 de dezembro de 2011
sexta-feira, 16 de dezembro de 2011
O Natal é quando o Homem quer...
… e o ramadão também!!
Boca Santa sempre foi apanágio meu! Não porque o que dissesse fosse sagrado (isso é coisa rara de acontecer!) mas porque a comida sempre me entrou bem, sem grandes esquisitices! Como! e embora não cale, não me queixo muito!
Há coisa de 10 anos para cá, no entanto, retirei um elemento básico, sem grande relevância alimentar, da minha alimentação. Um elemento gourmet com o qual podemos todos passar pela quaresma de perna à costas!!
Contudo, já o mesmo não se pode afirmar do Ramadão! E isto porque comparado com a vertente católica, o Ramadão é uma versão hard-core da quaresma que muito macho latino agradece estar dispensado de cumprir!
No decorrer de uma dessas refeições maravilhosas de que tanto por aqui se tecla, anuncia-se mais uma das muitas desculpas para não comer o maravilhoso deleite que nos é servido! Qual? O Ramadão! Eis que logo surge a questão que viria a dar origem a este “poste” (como diria a mãozinhas!): isso é coisa para durar um dia apenas!!
Humm…! Não me parece que um “dia apenas” fosse motivo para se falar tanto no ramadão, nem para aconselhar as almas não muçulmanas a evitar os destinos onde este evento se celebre, para não irritar os praticantes locais enquanto se come, ou passar fome enquanto se viaja! Mas como a certeza carece de factos que a suportem, vim procurar respostas!
Ei-las:
Legenda: P – Pergunta; R – Resposta;
#1
P: Ramadão vem de Rama (Ramagem) e vinho Dão!?
R: RamaDHaan significa (diz a Wikipedia!) “Primeiro dia de jejum (Não há festa)”!!
UUi!!Começa bem!!
#2
P: Quanto tempo dura?! Uns afiançam: o tempo que o Homem quiser! Outros sonhariam com: o tempo que medeia duas refeições! Eu posso garantir que o cumpro enquanto durmo!
R: A verdade é que ronda o mês inteiro!
#3
P: E o que implica o Ramadão?
R: “O jejuador deve abster-se de tudo que vai contra a moral. Não comer, não beber, não fazer nada de mal (pensamentos ou acções!). O jejuador deve ser indulgente se for insultado ou agredido por alguém, deve evitar todas as obscenidades, ser generoso, bem mais do que os outros meses e aumentar a leitura do Alcorão.”
MAS… isto continua!
“o jejum também se aplica às relações sexuais.”!!
BUMMM!! E cai assim redonda a pior nota de rodapé deste contrato religioso!!! Esperemos que tenha um público-alvo aceitável! (ver questão #4)! J
#4
P: Quem é obrigado a isso?!
R: “O jejum é obrigatório a todos os muçulmanos que chegam à puberdade. “
WHAT!!!???!!! Em qualquer país latino, um macho que atingisse a puberdade iria ter sérias dificuldades em ramadar!! O Sá Leão não é Muçulmano de certezinha!!! (se é, vai ter chatices quando for levantar as virgens a quem tem direito!)!
“A primeira vez em que um jovem é autorizado a jejuar pelos pais constitui um momento importante na sua vida e uma marca simbólica de entrada na vida adulta”.
Repare-se que não há definição qualitativa nesta afirmação:
“Momento importante” é de certeza mas não me parece que seja por ser tão agradável quanto isso!!
“Marca simbólica de entrada na vida adulta.” Simbólica!?! Tenho sérias dúvidas! Parece-me o momento ideal para começar a dizer que a vida é uma cabra! (“Agora que tudo funciona como deve ser é que me dizem que não se pode usar!!”)
#5
P: Não se come, não se bebe, e já nem se pode ficar #$dido! De que vivem os praticantes desta doutrina no mais interminável mês do ano?
R: “Bem antes da alvorada, durante a madrugada, há uma pequena refeição (su-hoor) que substitui o café da manhã (pequeno-almoço) habitual, feita com alimentos e bebidas, com a intenção de realizar o jejum que estará por vir, porque o Su-Hoor é uma benção enviado por Deus!”
E AINDA
“Ao término de cada dia, com o início do crepúsculo é obrigação do muçulmano quebrar o jejum imediatamente, mesmo antes da oração.”
AAAAHHHHH!!!!! Assim também eu! Aposto que por esta hora há picanha, feijoada, e sandes de torresmos para toda a gente e a preços de Happy-hour!!!
Reformulo: já não é a versão hard-core da quaresma! É a versão rodizio nocturno da festa da cerveja alemã!!
Posto isto, dou lugar às letras pequeninas para evitar que surjam muitos míopes em época de recrutamento militar!
Há várias justificativas válidas para não jejuar: enfermidade, gravidez, lactante, menstruação, o idoso ou doença. “Quem de vós não cumprir jejum, por achar-se enfermo ou em viagem, jejuará, depois, o mesmo número de dias.”
Se o jejuante comer, beber, ou tiver relação sexual durante o período do jejum, este será anulado. Caso este venha a quebrar inadequadamente seu jejum é obrigatório ao crente jejuar durante 60 dias seguidos.
Ainda há dúvidas quanto à alcunha "boca santa"?! acho que já não!!
quinta-feira, 15 de dezembro de 2011
O momento exacto
Não sei precisar o momento exacto, de como aconteceu. Nem sei dizer, concretamente, o que me levou a passar isso pela cabeça. Parece que tudo fluía, maravilhosa e cadenciadamente, na minha mente. Pensamentos múltiplos, muito certinhos, muito claros, muito transparentes, em fila indiana e muito ordeiros, como se existisse uma voz superior a comandar: “todos em fila, aproximem-se, aproximem-se, mas todos em fila, se faz favor!” E eles cumpriam, de cabeça erguida e de peito cheio “Quantos são, quantos são? Venham eles!”. E de repente, no final daquela linha condutora, apresenta-se-me o seguinte guião… Vão no meu carro.
Então não é que de um simples relato de uma pessoa a descrever a sufocante experiência de se estar a engasgar, na nossa meiahoradealmoço (e note-se, com um pedaço de almôndega!) e de ter pedido ajuda a toda a santa gente que estava a repastar nas várias mesas, e de alguém lhe ter dado umas valente sapas nas costas, e de ter sido salva porque lhe disseram para simplesmente olhar para cima - que "é lógico, para alinhar as vias", segundo o fulano x-, não é que no meio deste horror, já estamos a fazer o filme de se estivéssemos sozinhos e nos tivéssemos engasgado! "Tens de ir contra as paredes" diz assertivamente o fulano x. "Era mais prático partir pratos" digo eu. "Nas próprias costas!" continua o Jota. E eu "Já estou a ver o Jota com ideias para cravar um plasma novo à patroa: Então querida, engasguei-me e tive de ir contra a televisão!"
...Não é normal...
Então não é que de um simples relato de uma pessoa a descrever a sufocante experiência de se estar a engasgar, na nossa meiahoradealmoço (e note-se, com um pedaço de almôndega!) e de ter pedido ajuda a toda a santa gente que estava a repastar nas várias mesas, e de alguém lhe ter dado umas valente sapas nas costas, e de ter sido salva porque lhe disseram para simplesmente olhar para cima - que "é lógico, para alinhar as vias", segundo o fulano x-, não é que no meio deste horror, já estamos a fazer o filme de se estivéssemos sozinhos e nos tivéssemos engasgado! "Tens de ir contra as paredes" diz assertivamente o fulano x. "Era mais prático partir pratos" digo eu. "Nas próprias costas!" continua o Jota. E eu "Já estou a ver o Jota com ideias para cravar um plasma novo à patroa: Então querida, engasguei-me e tive de ir contra a televisão!"
...Não é normal...
segunda-feira, 5 de dezembro de 2011
Auto-ajuda
Lá para as nossas bandas, e por esta altura festiva, montaram umas bancas, tipo feira do livro religioso. Onde constam livros de auto-ajuda cujos título não lembra ao diabo! (Perdão… blasfémia… religioso e diabo, assim tão perto…). “Aprenda a aceitar-se”, “Como lidar com os adolescentes”, “Saiba soltar a sua raiva”, entre outras pérolas. O que é mais engraçado é que estes pequeníssimos livros de auto-ajuda (e são meeeesmo pequeninos), não deixam ninguém indiferente. Não há melhor campanha de marketing. Quando damos por nós, já varremos com o olhar os 30 títulos diferentes, expostos naquela mesa, daquele corredor. E não deixamos de pensar em que situações da vida nos podemos identificar com aqueles títulos. Esta exposição só corrobora uma teoria, que já congeminei há algum tempo. Que é a de que pensar que hoje em dia parece que não damos um passo sem consultar primeiro um guia! O “guia do 1º emprego”, o “livro do bebé”, o “guia da gravidez”, “como sermos bons pais”, “como lidar com o stress no trabalho”, “como lidar com o stress nas relações”, “como lidar com o stress quando vamos em pé no autocarro”, enfim… Eu ainda sou do tempo em que a palavra “stress” era considerado uma asneira-e-vai-mas-é-trabalhar-malandro! E que o único guia conhecido era o das estradas de Portugal. E onde o instinto primitivo da intuição era muito mais valorizado, com uma eficácia substancialmente maior do que qualquer livro, exposto naquela mesa, daquele corredor. Mas isto só sou eu a pensar, que não percebo nada do assunto.
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